• Denise Macedo

Doces caseiros de geração em geração desde 1940

Atualizado: há 2 dias


Minha primeira lembrança da Doçaria Peschiera, fundada em 1940, é o velho senhor Peschiera, já falecido, me olhando de cima para baixo por trás do balão. Ele parecia enorme; sempre muito sério. A farra era comprar suspirão, queijadinha, cocada de fita, doce de abóbora e de batata roxa, brevidade e ir fazer pic nic com a molecada em uma laje do cemitério. Caminhávamos por uma estradinha que hoje não existe mais.

Os deliciosos doces (alguns ainda são fabricados) vinham embrulhados em papel pardo e barbante. A conta feita de cabeça. Até poucos anos o sistema ainda era o mesmo.

Hoje a doçaria está nas mãos do cunhado do Peschiera, o senhor Nelson Pavani, um personagem muito popular na cidade. Até boneco ele já ganhou. Além de ter sido figurante no filme Bodas de Papel, do diretor André Sturm, gravado na cidade. Ele guarda com carinho as fotos com Helena Ranaldi, Walmor Chagas e Cleide Yaconis.



Para a maioria dos turistas e veranistas, o senhor Nelson é o senhor Peschiera. Palmeirense roxo, é conhecido como o “Rei da Coalhada”. Pessoas vêm de longe buscar sua deliciosa e sempre fresca coalhada. Pode ser degustada pura ou com figo em calda, também produzido pela doçaria. Todos os doces, bolos, pães, salgadinhos bolachinhas são produzidos na cozinha local, sob o comando da esposa e da nora que executam com perfeição receitas que passam de mães para filhas ou noras.


Filhos e netos ajudam a comandar a mais tradicional doçaria (com A mesmo, como está no dicionário e eles sempre fizeram questão de frisar).

Se você estiver de passagem por Monte Alegre do Sul, não deixe de ir conhecer a doçaria e provar um de seus inúmeros quitutes. Se mora por perto, vale a pena o passeio.

A doçaria abre de 4ª a 2ª (fecha às 3ªs) das 8 às 18 horas.


#MonteAlegredoSul